
Insulfilm, isofilme e insulfilme são nomes de um produto utilizado para controle de luminosidade e de calor, pela aplicação de um filme plástico sobre vidro para uso automotivo ou arquitetônico. É uma película de poliéster, com variadas pigmentações, colorações , transparências, espessuras e utilidades.
As películas de controle solar, de segurança e de decoração tem espessuras que variam de 0,05 microns (standart controle solar) a 0,375 microns (películas de segurança). Quando corretamente aplicadas, as películas laminam o vidro (curvo ou plano) protegendo as pessoas de estilhaços (efeito antispall) e acidentes com cacos e cantos cortantes.
Existe legislação normativa dos órgãos governamentais brasileiros (Contran) para utilização das películas de controle solar nos veículos automotores nacionais. Para a aplicação em vidros arquitetônicos, a matéria é regulamentada pela ABNT.
Em pleno verão ou outono, as pessoas costumam reclamar da temperatura - "que calor insuportável!", "que frio!". Para ter conforto físico, vestem roupas leves quando a temperatura sobe, a fim de evitar o excesso de calor, e se agasalham quando a temperatura cai. Assim, o organismo não fica exposto às alterações térmicas que prejudicam sua estabilidade. O ar refrigerado dá uma agradável sensação de bem-estar porque é controlado para manter o ambiente em temperatura constante, sejam quais forem as alterações climáticas que possam ocorrer.
Nas regiões tropicais, o calor do verão é amenizado também pelo uso de ventiladores, circuladores de ar e outros recursos. Nos lugares mais frios, além da tradicional lareira, as casas costumam ser dotadas de sistemas de aquecimento central.
Por outro lado, o calor é muito mais importante em nossa vida do que a simples sensação que nos causa. O calor cozinha os alimentos, aquece a água, seca a roupa etc. Na indústria, o calor é utilizado para separar os minérios dos metais e na transformação destes em variados utensílios - do arado às armas de guerra -, para preparar a cerâmica, para produzir papel, tecidos, vidro. O calor produzido na queima de combustível em motores movimenta automóveis, navios, aviões e foguetes. Nas usinas termoelétricas e nucleares, o calor faz girar as turbinas que movimentam geradores e produzem energia. O calor que o homem usa provém de diversas fontes. As principais são: o Sol, a terra, as reações químicas, o atrito e a energia nuclear.
Apesar de tão evidente, a natureza do calor, só recentemente, foi definida pela ciência. Até o final do século XVIII, os cientistas acreditavam que o calor era uma espécie de fluido imponderável (sem massa) e invisível que aquecia ou resfriava os corpos. Deram a essa substância o nome de calórico. O equilíbrio térmico era mantido quando os corpos ganhavam ou perdiam calóricos.
Em 1798, o físico Benjamim Thompson, conde Rumford, observou que o atrito aquecia os metais e depois o calor se conservava por algum tempo nas peças atritadas. Logo, o calor seria uma forma de energia obtida pelo trabalho mecânico. Já o químico inglês Humphry Davy concluiu que essa teoria poderia ser demonstrada esfregando-se dois blocos de gelo que se derreteriam pelo atrito, sem possuir calóricos. Assim se produzia calor do nada.
Foi o físico alemão Hermann Von Helmholtz que, em 1847, estabeleceu a definição de calor como energia mecânica, afirmando que todas as formas de energia equivalem a calor. Isso foi provado logo depois por seu colega inglês James Prescott Joule. Construindo um aparelho simples, que aproveitava o trabalho mecânico produzido pela queda de corpos, Joule mediu a quantidade de energia mecânica necessária para elevar por agitação a temperatura de uma certa quantidade de água. Estava demonstrada quantitativamente a equivalência mecânica do calor.
Concluímos que, assim como o movimento produz calor, o calor, por sua vez, produz movimento. Desse modo a antiga teoria dos calóricos se uniu com a nova noção de energia térmica.
A radiação ultravioleta (UV) é a radiação eletromagnética ou os raios ultravioletas com um comprimento de onda menor que a da luz visível e maior que a dos raios X, de 380 nm a 1 nm. O nome significa mais alta que (além do) violeta (do latim ultra), pelo fato que o violeta é a cor visível com comprimento de onda mais curto e maior frequência.
A radiação UV pode ser subdividida em UV próximo (comprimento de onda de 380 até 200 nm - mais próximo da luz visível), UV distante (de 200 até 10 nm) e UV extremo (de 1 a 31 nm).
No que se refere aos efeitos à saúde humana e ao meio ambiente, classifica-se como UVA (400 – 320 nm, também chamada de "luz negra" ou onda longa), UVB (320–280 nm, também chamada de onda média) e UVC (280 - 100 nm, também chamada de UV curta ou "germicida"). A maior parte da radiação UV emitida pelo sol é absorvida pela atmosfera terrestre. A quase totalidade (99%) dos raios ultravioletas que efetivamente chegam a superfície da Terra são do tipo UV-A. A radiação UV-B é parcialmente absorvida pelo ozônio da atmosfera e sua parcela que chega à Terra é responsavel por danos à pele. Já a radiação UV-C é totalmente absorvida pelo oxigênio e o ozônio da atmosfera.
Interessante que as faixas de radiação não são exatas. Como exemplo podemos ver que o UVA começa em torno de 410nm e termina em 315 nm. O UVB começa 330 nm e termina em 270 aproximadamente. Os picos das faixas estão em suas médias.
Seu efeito bactericida faz com que seja utilizada em dispositivos com o objetivo de manter a assepsia de certos estabelecimentos comerciais.
Outro uso é a aceleração da polimerização de certos compostos.
Muitas substâncias ao serem expostas à radiação UV, estas se comportam de modo diferente de quando expostas à luz visível, tornando-se fluorescente. Este fenômeno se dá pela excitação dos elétrons nos átomos e moléculas dessa substância ao absorver a energia da luz invisível. E ao retornarem aos seus níveis normais(níveis de energia), o excesso de energia é reemetido sob a forma de luz visível.